sábado, 31 de octubre de 2009

GEOGRAFÍA ESCOLAR: PROBLEMAS, RETOS Y ALTERNATIVAS PARA UNA EDUCACIÓN DESDE LA ESPACIALIDAD (1)

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  1. As palavras de Luis Barreiro Paradela, “ a metade do que se ensina nas aula é inútil, nos faz pensar no descompasso do engessado da escola moderna em relação as demandas políticas, socioculturais e econômicas na atualidade. A emergência da Sociedade do Conhecimento condiciona novas demandas para as instituições educativas. O desafiante papel assumido pela escola passa a ser de disponibilizar as telas, permitir a quebra dos territórios e a criação de pequenas totalidades válidas para determinados contextos espaçotemporais e construídas na interconexão entre as pessoas e a informação. Essas telas devem permitir a construção de totalidades parciais que deverão ser, necessariamente, mutantes, em devir, retomadas pelos coletivos inteligentes.
    A estrutura clássica educacional impõe regras de determinação de espaço e tempo da ação pedagógica e estabelece quais os conhecimentos, valores e expressões culturais são socialmente relevantes. Contemporaneamente, que o que deve ser aprendido não pode mais ser planejado e nem precisamente definido de maneira prévia. Os perfis de competência são singulares e cada vez mais torna-se difícil organizá-los em programas e currículos válidos para todos os indivíduos em todos os contextos.
    Os indivíduos aprendem, cada vez mais, fora das instituições acadêmicas e cabe à escola incorporar novos tempos e espaços de aprender. Temos, assim, uma desterritorialização da educação, a abertura das instituições educacionais aos demais meios sociais. O sistema educacional deve mover-se na articulação de um projeto pedagógico que propicie um estilo de aprendizagem personalizada e ao mesmo tempo cooperativa e colaborativa, no qual o professor assume seu papel determinante.
    Os princípios que edificam a Sociedade do Conhecimento abrem novas dimensões, condicionam uma ação educativa que não comporta a dicotomia entre sujeito e objeto, homem e técnica, mas busca, em sua heterogeneidade, em suas fronteiras imperceptíveis e flutuantes, um canal, um meio de produção de novas diferenças.

    Cristiane Andrade
    Mestranda do Programa de Pós Graduação em Geografia - UFRGS

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